Livro “Los Plaguicidas Altamente Peligrosos en Mexico”

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Organizado por Fernando Bejarano González, diretor da Red de Acción en Plaguicidas y sus Alternativas en México (RAPAM) e representante da IPEN – International POPs Elimination Network na América Latina, a publicação conta com a participação de diversas autoras e autores. Documento atual, examinando o caso do México uma situação muito comum a todos os países da América Latina.

Sabidamente os agrotóxicos constituem moléculas de síntese química utilizadas em verdadeira guerra da agricultura industrial, contra a natureza. Fabricados por pequeno grupo de transnacionais, estes venenos são usados nas áreas do globo atualmente definidas como quintais produtivos, onde se destacam economias exportadoras de matérias primas e commodities agrícolas, como México, Brasil, Argentina, Paraguay, Uruguay,e também em regiões ditas desenvolvidas, como EUA, Canadá, Australia, Japão, China e partes da Europa. Ocorre que os agrotóxicos, como todos os produtos industriais, se diferenciam em termos de relações custo/benefício, vantagens/periculosidade, eficácia/eficiência. Com base nestes critérios, boa parte dos chamados Agrotóxicos Altamente Perigosos (APP), pesticidas altamente perigosos (PAP), estão sendo progressivamente proibidos nos países ditos “desenvolvidos”, ao mesmo tempo que seu uso cresce nos quintais exportadores de commodities.

O livro examina o tema dos APP no México, levando em conta seus impactos sobre os direitos humanos, sobre o ambiente e sobre o contrato social que ali vigora, envolvendo alterações nas legislações protetivas, para facilitação ao uso daqueles venenos. A ligação com o que vem ocorrendo no Brasil passa a ser óbvia: trata-se das mesmas empresas, dos mesmos produtos, das mesmas flexibilizações legais, dos mesmos riscos e das mesmas necessidades de articulação social, para desvendamento da mitologia e construção de resistências por parte da sociedade organizada. A publicação revela esforços de cientistas, pesquisadores e ativistas mexicanos, comprometidos com uma ciência cidadã que se revela cada dia mais necessária, em escala global. Trata-se de documento de pesquisa que além de bases técnicas oferece sugestões de mudanças em politicas e estreitamento de articulações regionais/internacionais para enfrentamento e superação de problemas que já transbordaram dimensões técnicas, avançando no espaço dos dramas de natureza ética e moral. O Movimento Ciência Cidadã e o GT Agrotóxicos e Transgênicos da Associação Brasileira de Agroecologia recomendam seu estudo e divulgação.

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