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Oficina de Sistematização de experiências em Minas Gerais

A oficina de Sistematização de Experiências reuniu representantes de sete escritórios regionais que englobam cerca de 32 escritórios locais da EMATER (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural) em Minas Gerais e parceiros de 05 a 07/12/2018, na sede da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) Milho e Sorgo, em Sete Lagoas.

O objetivo da oficina foi partilhar caminhos metodológicos que potencializem os registros, as reflexões e a sistematização das experiências agroecológicas tecidas pelas famílias em parceria com as técnicas e técnicos nos diferentes territórios em que a EMATER de Minas Gerais atua. Durante três dias de atividades, a oficina, animada pela coordenação de metodologia da empresa, reuniu 30 pessoas entre técnicas/os e parceiros da Embrapa Milho e Sorgo e da Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais).

Com os processos de sistematização espera-se que as experiências possam ser fortalecidas, através da divulgação pela Empresa e pelo intercâmbio entre os escritórios da Emater e outras organizações.

A oficina partiu do princípio que se aprende a fazer fazendo. Para isto, no itinerário das práticas, exercícios de escrita criativa foram o ponto de partida do trabalho coletivo realizado no primeiro dia. A partir da prática da escrita livre e contextualizada houve a partilha da história de vida das técnicas e técnicos presentes, recuperando os vínculos entre as trajetórias profissionais e pessoais e as diversas relações dessas experiências de vida com o fortalecimento da Agroecologia.

O segundo dia da oficina foi dedicado às principais etapas da sistematização com reflexões sobre porque sistematizar, o que é sistematizar, com quem sistematizar e como sistematizar; seguida da identificação das experiências a serem sistematizadas e da recuperação do percurso histórico das mesmas, da definição dos temas centrais e transversais a serem sistematizados e das principais questões a serem respondidas com a sistematização. No último dia, as atividades se dedicaram a identificar para quem e quais os meios a serem utilizados para comunicar os resultados. A oficina encerrou-se com uma reflexão sobre o processo de planejamento e as possibilidades de ação para 2019.

Durante a oficina houve ainda místicas de início e encerramento dos trabalhos, troca de sementes e mudas, partilha de alimentos e outras conversas inspiradoras sobre a Agroecologia e sobre as próximas ações em parceria.

Entre as experiências agroecológicas destacadas para o exercício prático de planejamento, foram identificadas histórias e experiências de famílias em alguns territórios; café orgânico; as Caravanas Agroecológicas animadas pela EPAMIG; experiências de Certificação participativa (OCS e SPG) e com o PNAE, as Organizações e Agroindústrias e experiências agroecológicas na região do Norte do estado, entre outras ações de assessoria desenvolvidas pelas equipe nos territórios.

Como desdobramentos da oficina, está previsto: 1) criar grupos via mídia eletrônica para continuar a conversa sobre a sistematização; 2) envolver mais os/as técnicos/as da EMATER nas redes regionais de agroecologia; 3) aproximar as equipes técnicas dos NEAs e de outras ações em rede no sudeste.

A oficina contou com a participação da equipe do projeto de sistematização dos Núcleos de Agroecologia, realizado pela Associação Brasileira de Agroecologia entre 2015 e 2018. Apesar das atividades do projeto terem sido finalizadas formalmente, ao construirmos processos de sistematização de forma coletiva, acreditamos que nosso Rio de histórias, intercâmbios e trocas não deixam de correr.

Trabalhando em rede, cinco núcleos de agroecologia estiveram presentes colaborando com a facilitação Metodológica do espaço: ECOA (Núcleo de Educação do Campo e Agroecologia da Universidade Federal de Viçosa), Guayi (Universidade Federal de São João Del Rey, campus Sete Lagoas), Núcleo de Agroecologia Apetê Caapuã (NAAC) da Universidade Federal de São Carlos, campus Sorocaba, AUÊ! Grupo de Estudos em Agricultura Urbana da Universidade Federal de Minas Gerais e Núcleo da Epamig.

Além dos NEAs e representantes da ABA-Agroecologia, a oficina contou com uma representação nordestina do Grupo de Trabalho Juventudes da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA). Com isto, a oficina contribuiu para a articulação de instituições de ensino, pesquisa e extensão, com a participação de organizações nacionais de agroecologia.

De 2013 a 2016, o projeto Comboio Agroecológico Sudeste movimentou uma rede ampla de parceiros dos quatro estados da região. O Comboio, tecido pela solidariedade e pela parceria de muitas pessoas, segue aproximando as instituições e as experiências de resistência, construindo convergências entre as ações e reduzindo as distâncias entre as nossas práticas de ensino, pesquisa e extensão.

Para saber mais:

– Vídeo como sistematizar experiências: https://www.youtube.com/watch?v=9cQme30nRhg
– Caderno de Apoio – sobre sistematização e a matriz de experiências: caderno de atividades – síntese
– Projeto Comboio: https://www.youtube.com/watch?v=NxZSJiUGtS4
– O que foi o projeto de sistematização de experiências: https://www.youtube.com/watch?v=Pxr8bD1Lnnc
– Caderno de Metodologias (Rio do Tempo e outras): http://aba-agroecologia.org.br/word…/caderno-de-metodologia/
– Biblioteca de referências – ABA: http://aba-agroecologia.org.br/…/projeto-…/varal-de-saberes/
– Biblioteca Latinoamericana: http://www.cepalforja.org/sistem/bvirtual/

 

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