Juventudes

GT Juventudes

Juventudes que ousam lutar constroem a agroecologia

e o poder popular!

A condição e a experiência juvenil é marcada por muitos desafios e existem diversas compreensões e definições sobre as juventudes. No entanto, uma das características mais evidentes das juventudes é o seu papel na mudança social e no fortalecimento e vitalidade da democracia. Neste sentido, é fundamental reconhecer as demandas das/os jovens, consolidar seus direitos e construir políticas públicas com/para as juventudes em consonância com as multidimensões da Agroecologia.

O GT Juventudes da Associação Brasileira de Agroecologia – ABA, criado em 2016, tem o objetivo geral de construir ações para fortalecer os debates sobre as juventudes e suas participações na construção do conhecimento agroecológico, nos projetos de pesquisas e extensão e no aprimoramento das políticas públicas. Em processo constante de articulação e ampliação de novas representações que contemplem as diversidades das juventudes para compô-lo, o GT Juventudes tem como valores e princípios:

  • Reconhecer o caráter plural das juventudes, evidenciando as diversidades e as várias formas de ser jovens. A experiência juvenil é influenciada pelas diferenças socioculturais e étnicas, pelas questões raciais e de gênero, pela diversidade de territórios, entre outras;
  • Garantir a paridade de gênero e promover a interseccionalidade nas temáticas e a justiça socioambiental, considerando as questões de classe socioeconômica, gênero, raça e diversidade afetiva sexual.
  • Compor e mobilizar o GT de Juventudes em suas diversidades, garantindo a participação de povos e comunidades tradicionais (indígenas, quilombolas, geraizeiros, pescadores, assentados, acampados, ribeirinhos, vazanteiros, caiçaras, etc.), jovens do/no campo, jovens da/na cidade e das regiões geográficas do Brasil.

O GT Juventudes têm objetivos específicos para promover a discussão de diversas temáticas:

  • Construir coletivamente o conhecimento agroecológico a partir das perspectivas e conexões das juventudes para afirmação das diversidades e de suas demandas, valorizando os saberes agroecológicos tradicionais, ancestrais, populares e interdisciplinares;
  • Valorizar a cultura camponesa e/ou local, apoiar as/aos jovens trabalhadoras/es no/do campo e cidade para a garantia de trabalho e renda, além de dar visibilidade às experiências de coletivos de jovens da/na agroecologia;
  • Fortalecer e promover a educação do/no campo e garantir a inclusão, contratação, valorização de educadores formados nas escolas primárias e secundárias e nas universidades;
  • Analisar e avaliar as políticas públicas de Juventudes, garantir recursos e o cumprimento de direitos previstos no Estatuto da Juventude; 
  • Promover a sucessão rural e articular projetos e ações que contribuem para a permanência de jovens em seus territórios e o retorno das juventudes;
  • Garantir a retomada e o acesso a terra a partir da luta pela Reforma Agrária Popular, contra o colonialismo e o sistema de exploração capitalista, enfatizando o direito aos bens naturais de forma harmônica e sustentável e com a assistência técnica agroecológica popular e com respeito a diversidade de gênero, étnica e cultural;
  • Estimular práticas de Turismo Rural e Turismo de Base Comunitária como forma de viabilizar e estimular  a permanência da juventude no campo e em seu território de forma sustentável;
  • Fortalecer os sistemas agroalimentares sustentáveis e fomentar a produção, a construção social de mercados e o consumo/acesso popular desses alimentos;
  • Visibilizar, valorizar e promover a Agricultura Urbana, o Direito à Cidade, a Reforma Urbana com os projetos agroecológicos da/na/para a cidade; 
  • Incentivar a organização, articulação e participação de jovens nos territórios e em espaços políticos, educacionais e socioeconômicos com direito de tomadas de decisões e controle social de políticas públicas nos âmbitos do território, estado e país;    
  • Promover políticas de saúde diferenciadas a populações camponesas e tradicionais para garantir a qualidade de vida, saúde coletiva, alimentação saudável, bem estar biopsicossocial, direitos reprodutivos, lazer, cultura e  esporte de jovens do/no campo e cidade;
  • Lutar por um projeto de sociedade Feminista que considere os recortes de classe e raça no combate ao patriarcado, ao machismo e à violência;  
  • Defender uma mudança radical das políticas de segurança e acesso à justiça, em busca do fim do racismo estrutural/institucional e do genocídio das juventudes negras;
  • Garantir o direito e a valorização da diversidade afetiva e sexual e de identidade de gênero das juventudes LGBTQIA+ no/do campo e cidade. Promover editais e projetos para incentivar pesquisas, ações e coletas de dados sobre a população LGBTQIA+ no campo e nas experiências de Agroecologia. Além de ações afirmativas para criar condições e apoios que viabilizem a participação de pessoas trans e travestis no Congresso Brasileiro de Agroecologia – CBA;
  • Criar um eixo para submissão de trabalhos no CBA que dê visibilidade para pesquisas orientadas pela perspectiva interseccional – gênero, raça, classe e sexualidade;
  • Democratizar o acesso popular à comunicação, cultura e arte como direito, acesso às tecnologias da informação em todos territórios;
  • Fomentar ações e práticas em redes para maximizar projetos inovadores em territórios, estados e em âmbito nacional voltados à geração de renda com responsabilidade e envolvimento socioambiental nos meios para juventudes do/no campo e da/na cidade envolvidos com Agroecologia.

Construir a agroecologia como um projeto de soberania contra toda forma de opressão!
Sem feminismo, não há Agroecologia!

Se tem Racismo, não tem Agroecologia! Valorizar a agrobiodiversidade e também respeitar a diversidade afetiva sexual e de gênero! Se Há LGBTQIfobia, Não Há Agroecologia!

Transgênico, não! Transgênero, sim!
O Patriarcado destrói, o Capitalismo faz guerra. O sangue LGBT também é sangue Sem Terra!

Sem Juventudes, não há Agroecologia!

Contato:

Gabriel Mattos Ornelas – gabriellornelas@gmail.com