Mulheres
Formado por mulheres, representações de movimentos e organizações feministas, o Grupo de Trabalho (GT) Mulheres da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA-Agroecologia) foi criado em dezembro de 2011 durante o 7º Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA), realizado em Fortaleza, Ceará.
Objetivos do GT Mulheres
1) Articular e visibilizar o trabalho das mulheres na agroecologia, das pesquisadoras que atuam com as mulheres rurais, com as relações de gênero e agroecologia, assim como as pesquisadoras agroecólogas de uma forma mais ampla;
2) Estimular nas universidades e instituições de pesquisa o engajamento com os movimentos sociais e organizações de mulheres rurais, a fim de influenciar os editais do CNPq e das chamadas públicas;
3) Fomentar pesquisas, metodologias e práticas que favoreçam a participação das mulheres e a problematização das relações de gênero nos agroecossistemas, nas políticas públicas e nos diferentes espaços.
Nos últimos anos, a reflexão que o GT Mulheres traz para o campo agroecológico é a importância e a convergência entre o feminismo e a agroecologia.
O GT compreende a agroecologia como um projeto de vida e não como um modelo de produção e, neste sentido, a teoria crítica feminista fortalece a luta das mulheres enquanto sujeito político de direitos, que se materializa pelo direito à fala, à terra, à água, no acesso às políticas públicas e no processo de empoderamento das mulheres rurais. Para tanto, o Grupo de Trabalho promove a discussão dos seguintes temas:
- Protagonismo das mulheres na agroecologia e na construção do conhecimento;
- Feminismo e Agroecologia;
- Organização social e política;
- Políticas públicas;
- Saberes tradicionais e sistematização das mulheres;
- Soberania e segurança alimentar;
- Convivência com os diferentes biomas.
Com o lema, reafirmamos: “sem feminismo não há Agroecologia”, pois a Agroecologia não deve se furtar dos conflitos e de problematizar as relações de gênero, raça, etnia e geracional enquanto uma ciência crítica na transformação da realidade social no campo e na cidade.
Coordenação 2026/2027 do GT Mulheres
Anna Silva
Educadora popular, mestra e doutora em Educação pela UFSCar, sua trajetória é forjada nos movimentos sociais e no compromisso com o Feminismo Popular. Integrante do Instituto de Desenvolvimento Sustentável (IDS), em Vitória (ES), atua desde 2013 em territórios rurais e periféricos, articulando saberes e práticas em agroecologia, saúde popular, economia solidária e sistematização de experiências. No Grupo de Trabalho Mulheres da Associação Brasileira de Agroecologia, segue fortalecendo a luta por justiça e equidade social. Contato: anna.s.catu@gmail.com.
Natália Almeida
Doutoranda em Ciências Sociais na Unicamp, contribui com a Associação Brasileira de Agroecologia desde 2015 quando participou do Projeto de Sistematização de Experiências dos Núcleos de Agroecologia promovendo oficinas, caravanas e diversas outras atividades nas cinco regiões do Brasil. Atualmente compõe a equipe de assessoria da ABA-Agroecologia e é consultora em campanhas, projetos de sistematização de experiências, comunicação e educação popular. Contato: natalia.almsouza@gmail.com.























